2 de nov de 2010

A lenda do Pé de Jatobá, outra lenda de Cristino

Você sabia que em Cristino Castro existe a lenda de um pé de jatobá? Leia este texto e descubra:

“O povoado Catinga de Porco passou a se chamar Nova Lapa por volta de 1902. Nesse tempo ele crescia paulatinamente e muitas famílias já se encontravam ali instaladas. Fez-se necessário demarcar as terras de Nova Lapa. Assim, por sugestão do poder eclesiástico [Igreja] da região, foram plantadas duas árvores em cada extremidade: um pé de tamboril na saída para Bom Jesus do Gurguéia e um pé de Jatobá na margem que tomava direção à cidade de Floriano.

Passando algum tempo, uma catástrofe assusta os moradores locais: dois homens, ao tentarem derrubar o pé de jatobá a golpes de machado, faleceram de imediato ao pé da árvore. A comunidade ficou assustada com o ocorrido, atribuindo à planta um poder sagrado. Depois disso, ninguém mais ousou derrubá-la, temendo que algo de ruim pudesse acontecer.

Alguns anos se passaram e a árvore começou a desintegrar-se. Não se sabe se foi pela ação do tempo ou se foi devido aos golpes do machado que ela sofreu. O fato é que, conforme o tempo passava, o pé de jatobá gradativamente ia sucumbindo à morte, mas não se entregando totalmente.
Segundo a crença popular, neste momento, a mãe natureza se mostrou mais forte do que as mãos devastadoras do homem e enviou um passarinho com uma castanha de caju pendurado aos seus pés para lançá-la sobre o pé de jatobá, que se encontrava apenas com o tronco ocado. A castanha caiu justamente dentro do oco do tronco e ali nasceu um robusto cajueiro que permanece vivo e imponente até hoje".
Autor desse texto: Marcelo Araújo, o Marcelo do Seu Pedro da Eletrolar
Marcelo é formado em Letras (UESPI) e funcionário do Arsênio Santos, é um jovem que gosta muito de estudar temas relacionados à nossa cidade.
Para saber mais informações sobre lendas de Cristino Castro procure o Seu Louro da Serraria.
 
Observe: do lado direito fica o que sobroou do pé de Jatobá e o cajueiro está vivo.

Um comentário:

  1. O que eu soube é que as pessoas morriam de medo de passar perto dessa árvore. Ela fica ali perto da piscina da Amélia, ali por detrás. Antes, nossa estrada para Floriano passava ali.

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